UM AÇORIANO NO MUNDO - Visconde do Botelho





Botelho, Visconde do 
- UM AÇORIANO NO MUNDO: memórias políticas, 
Ponta Delgada: Livraria Mondis, 1977.
2 v. : il. ; 21 cm - Brochados
809 p.
Exemplares com algumas marcas de manuseamento nas capas; miolo irrepreensível.
Normalmente os dois volumes vinham acondicionados numa caixa de cartão, que o nosso exemplar não possui.
Bons exemplares.
Invulgar.
1ª edição
€45.00 Reservado
Iva e portes incluídos.

José Honorato Gago de Medeiros (Visconde do Botelho)
Nasce em Ponta Delgada a 19 maio 1906 e morre em Lisboa, a 8 maio 1979.
José Honorato de Medeiros era, por sua mãe, bisneto do 2.º visconde de Botelho, José Bento Botelho de Gusmão, e foi autorizado por D. Manuel II, a 10 de Junho de 1932, a usar o título de 3.º visconde de Botelho, tendo alvará do Conselho de Nobreza a 10 de Julho de 1948.
Foi engenheiro civil pela Universidade de Gand (1926) e pela École Supérieur de l’Electricité de Paris (1928) e regressado a Portugal ocupou inúmeros cargos na área da marinha mercante, principalmente como engenheiro chefe do Estaleiro Naval do Porto de Lisboa (1929-1936) e como administrador da Companhia da Navegação Carregadores Açorianos (1943 a 1972) quando esta se fundiu com a Empresa Insulana de Navegação. Foi responsável pela construção de vários navios e barcos e colaborou em instituições internacionais da sua especialidade, como o Instituto Português de Conservas de Peixe, onde foi director adjunto (1937-1939), secretário-geral da SACOR (1939-1942) e vogal da Junta Nacional da Marinha Mercante (1951-1957). Foi ainda consultor de armadores nacionais ou de estaleiros estrangeiros em grande parte das encomendas de navios de carga e paquetes da renovação da marinha mercante (1945-1955).
Em 1936 foi nomeado procurador à Câmara Corporativa, como representante das empresas de navegação, cargo que exerceu na 2.ª e 3.ª sessão da I legislatura (1936-1938), na VII legislatura (2.ª sessão – 1958-1959), e em toda a X legislatura (1969-1973).
O governo português encarregou-o de várias missões internacionais e diplomáticas, sendo as principais na NATO e no Direito Marítimo Internacional. Tinha uma vocação especial para a diplomacia e por mais de uma vez esteve próximo de ser nomeado embaixador, no Brasil e na Santa Sé. Representou o Vaticano, na sua condição de Camareiro Secreto de Capa e Espada da Santa Sé, em reuniões internacionais.
Foi escritor, deixando uma vasta bibliografia de mais de 30 volumes, principalmente em três áreas distintas de interesses. A primeira na sua especialidade profissional, que é a mais extensa, com trabalhos sobre construção naval e marinha mercante. A segunda de reflexão política sobre o atlantismo, que o acompanhou ao longo da vida e onde os Açores ocupavam um lugar de destaque. Uma terceira que poderemos classificar de histórica, onde realçam os estudos genealógicos, principalmente da busca apaixonada das raízes e das glórias familiares, alguns estudos de história nacional e um interessantíssimo livro de memórias, Um açoriano no Mundo.
Foi jornalista tendo sido director do “Jornal do Comércio das Colónias” (1933), e colaborador de “A Voz”, “Diário de Notícias”, “Jornal da Marinha Mercante” e de muitos boletins de várias associações.
Foi condecorado com a grã cruz da Ordem de Cruzeiro do Sul (Brasil), do Mérito Naval (Espanha), do Santo Sepulcro (Vaticano) e de Ruben Dario (Nicarágua), grande oficial da Ordem do Infante D. Henrique, comendador da Ordem de Cristo, do Mérito Industrial e do Mérito Naval (Brasil). Era cavaleiro da Legião de Honra (França) e foi distinguido com a medalha da OTAN pelos serviços prestados à Aliança Atlântica.
http://www.arquivos.azores.gov.pt/details?id=1349246&ht=porto