Antunes, José Freire
- A CADEIRA DE SIDÓNIO OU A MEMÓRIA DO PRESIDENCIALISMO,
Colecção Estudos e Documentos nº 176,
Mem Martins: Publicações Europa-América, 1981.
192 p. : il. ; 21 cm - Brochado.
Sidónio Pais. Nenhum político português do século XX foi tão odiado e tão aclamado. Muito se escreveu sobre a sua figura. Elogiando-se ou denegrindo-a.
Durante um ano habitou o Palácio de Belém. Governou e viveu perigosamente. Morreu assassinado na Estação do Rossio.
«Havia nele uma distinção que os outros não tiveram; não sei o quê, que atraia os homens e principalmente as mulheres - desprendimento de si próprio, arrojo, amor dos humildes», refere Raul Brandão traçando o seu perfil.
José Freire Antunes ilumina este período conturbado com rigor histórico. Um estilo descarnado, seco, quase cinematográfico, torna a sua leitura empolgante. É uma nova forma de contar História.
Mas para além da vontade do autor, um problema actual ressalta, porque afinal é essa a própria essência da História, pois do passado emergem as linhas do futuro. E esse problema pode resumir-se nas próprias palavras de Sidónio Pais, em 17 de Fevereiro de 1918: «...é necessário que o País se pronuncie sobre a forma de regime que deve optar-se: se parlamentar, se presidencialista. O primeiro faliu; o segundo é a Ideia Nova.»
Muito bom exemplar.
1ª edição
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