Meneses, Filipe Ribeiro de;
Teixeira, Nuno Severiano (pre.)
- UNIÃO SAGRADA E SIDONISMO:
Portugal em guerra (1916-18),
Colecção Cosmos História nº 39,
Lisboa: Cosmos, 2000.
333 p. : il. ; 23 cm - Brochado.
Bibliografia, p. 325-333.
Sinopse:
“…Apesar deste receio da população rural, que levou os dirigentes republicanos a alterar o conceito de cidadania pelo qual se tinham batido, a ideia de que o «povo» era patriótico era uma componente básica da ideologia republicana. O nacionalismo em Portugal não pertencia exclusivamente à direita: o ultimato de 1890 tinha transformado os republicanos numa força nacionalista, que afirmava o génio da raça e a necessidade da sua libertação da opressão monárquica para que esse génio se pudesse afirmar no mundo. A lógica da posição republicana – a responsabilização da monarquia por todos os males que afligiam Portugal – impelia os republicanos para um raciocínio segundo o qual uma vez desaparecido o regime monárquico a verdadeira natureza do povo seria demonstrada claramente. Este raciocínio, como veremos mais tarde, teria sérias consequências para a participação portuguesa na guerra, pois o «povo» seria quase sempre visto pelo intervencionistas como um aliado, por vezes desviado do seu intervencionismo pelas forças contrárias ao progresso da República, mas no fundo atento, mesmo que apenas por instinto, às necessidades nacionais…”
Exemplar novo.
1ª edição
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