CULTURA E OPULÊNCIA DO BRASIL POR SUAS DROGAS E MINAS - André João Antonil

Antonil, André João (1649-1716); 
Mansuy, Andrée (introd. e coment.) 
- CULTURA E OPULÊNCIA DO BRASIL 
POR SUAS DROGAS E MINAS
Colecção Outras Margens, 
Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações 
dos Descobrimentos Portugueses, 2001.
491p., [20] p. il. : il. ; 24 cm - Brochado.
Bibliografia, p. 453-462
Muito bom exemplar
1ª edição
€20.00
Iva e portes incluídos.

Giovanni Antonio Andreoni ou João Antônio Andreoni, que adotou o nome André João Antonil (Lucca, Toscana, 8 de fevereiro de 1649 — Salvador, 13 de março de 1716) foi um jesuíta italiano.
(...) Em 1711, publicou em Lisboa a obra Cultura e Opulência do Brasil por suas Drogas e Minas, certamente escrita até 1710, com todas as licenças indispensáveis. O livro é considerado o melhor que se escreveu sobre as condições sociais e econômicas do Brasil no início do século XVIII. Entretanto, apesar de sua amizade com o Padre Antônio Vieira, tinha opiniões divergentes, que o Padre Serafim Leite aponta em suas obras. Vieira era contra a escravização dos indígenas, Andreoni nem tanto. Vieira nunca atacou os judeus e defendia os cristãos-novos; Andreoni traduziu uma obra italiana anti-semítica. A diferença maior, entretanto, era acerca dos membros estranhos à Companhia de Jesus: Vieira, embora chamando os portugueses de cafres da Europa em momentos de exasperação, era muito patriótico e favorecia a nomeação de portugueses para os postos principais da Companhia no Brasil; já Antonil, mais consciente do aspecto internacional da Ordem, favorecia italianos, alemães, mesmo os nascidos no Brasil. As diferenças continuaram mesmo depois da morte de Vieira e na virada do século o jesuíta Tirso González, Geral da Companhia, repreendeu Antonil por favorecer seus colegas italianos.
Em 1711, Antonil queixou-se de que os jesuítas italianos eram considerados estrangeiros, pelos portugueses, e proibidos de visitar as Minas Gerais.
Quanto à sua obra, a Coroa, advertida do risco de divulgação de tão detalhadas informações sobre as drogas e as minas da sua principal Colônia, proibiu-a e confiscou os seus exemplares. Os poucos que restaram, tornaram-se raridades bibliográficas. Essencial para a compreensão da vida social e econômica do Brasil Colônia, só viria à luz em 1837, quando foi integralmente reeditada, no Rio de Janeiro. A partir de então, Cultura e opulência do Brasil tornou-se uma fonte essencial para aqueles interessados no Brasil Colônia. O interesse pela obra se intensificou e foram feitas várias reedições. (...)