Sousa, André Franco de
- ANGOLA: o apertado caminho da dignidade,
Carcavelos: edição do autor, 1998.
351 p. ; 23 cm - Brochado.
Chama-se André Franco de Sousa o homem que temos à nossa frente , de verbo cordato e opinião consensual ele nasceu em Angola, mais propriamente no Moxico, há 60 anos. Garante-nos que, apesar de tudo, ainda iremos ver a paz e a democracia implantadas nesse país africano de língua oficial portuguesa. É, aliás, a mesma pessoa que no dia 10 de Dezembro de 1956 fundou o MPLA com mais quatro companheiros, na casa de um deles, em Luanda, atitude que o levou às cadeias da PIDE, em Luanda, e ao Tarrafal, em Cabo Verde.Durante a primeira fase da luta pelo poder entre os três movimentos decorrida entre os anos 1974/1975/1976, foi preso tanto pelo exército da UNITA, como pela política do MPLA, tendo vindo para Portugal porque, além destas contrariedades, também foi vitima de uma campanha de difamação e de uma tentativa de rapto.Longe da sua Pátria, encetou verdadeira cruzada a favor de uma Angola democrática, através de conferências levadas a efeito tanto na Europa como na América, embora esta acção fosse criticada pelas duas forças político-militares em luta, pois como se sabe, a guerra impede a estas a observação imparcial dos acontecimentos.Apesar de tanto incómodo, ele continua a defender a liberdade, a fraternidade e a tolerância, de tal forma que alguns meios políticos consideram-no com o perfil exacto para poder vir a ocupar, no futuro democrático daquele país, um importante lugar político.Mas André Franco de Sousa, o único fundador ainda vivo do Movimento Popular para a Libertação de Angola, confessa-nos sobre tal possibilidade: "Só aceitaria um lugar político caso fosse reconhecida a minha utilidade mas, agora, pretenderem pagar-me com isso os anos de cadeia ou a fundação do Movimento, mas prefiro responder 'obrigado' e ir procurar o meu sustento através das minhas próprias capacidades".
Pois é este homem, para quem a culpa de ainda não haver paz na sua terra pertence, única e exclusivamente, à apetência ao poder manifestada, por alguns políticos angolanos, que nos fala.
Com calma e tolerância, aliás como é seu timbre." - Victor Mendanha in Correio da Manhã, 4/4/91 (texto retirado da contracapa).
Muito ilustrada e com reprodução de documentos inéditos.
Excelente exemplar.
Pouco frequente.
1ª edição
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