DIÁSPORA MACAENSE: Macau, Hong Kong, Xangai (1850-1952) - Alfredo Gomes Dias


Dias, Alfredo Gomes 
- DIÁSPORA MACAENSE: 
Macau, Hong Kong, Xangai (1850-1952), 
Lisboa: Centro Científico e Cultural de Macau; 
Macau: Fundação Macau, 2014.
479 p., 3 f. desd. : il. ; 24 cm - Brochado.
Macau nasceu, viveu e vive sob o signo das diásporas. É uma cidade internacional, na boca de Cantão, fruto de migrações portuguesas e chinesas e doutros asiáticos e europeus.
Esta cidade e micro região de atracção, passada e presente, de diversas populações é também, desde as origens, escoadora de gentes que vão para Cantão e Nagasáqui, Beijing e Manila, Goa e Lisboa, Américas e África.
O relevante estudo de Alfredo Gomes Dias, agora publicado pelo CCCM e pela Fundação Macau, acompanha os fluxos migratórios de Macau para Hong Kong e Xangai ao longo da centúria 1850-1952. É uma investigação específica e precisa, um assinalável contributo para um mais e melhor conhecimento de Macau.
Exemplar novo.
1ª edição
€20.00
Iva e portes incluídos.


Resumo:
A emigração macaense, entre as décadas de 1840 e 1950, elegeu dois territórios para destino de todos os que decidiram deixar Macau, principalmente a partir de 1842: Hong Kong e Xangai. O desfecho da I Guerra do Ópio (1839-1842) conduziu a profundas mudanças políticas, económicas e sociais em toda a Ásia Oriental e, em particular na China imperial. Em Macau, a saída das principais casas de comércio teve um forte impacte social, atingindo ainda uma maior dimensão se considerarmos que a emigração foi a resposta encontrada pela comunidade macaense às transformações económicas e sociais que ocorreram na cidade. A abertura ao comércio internacional catapultou Xangai para a liderança das cidades chinesas e atraiu ao seu porto, todos os anos, milhares de migrantes das mais variadas origens nacionais e culturais, entre os quais se encontravam os macaenses. Entre Macau e Xangai iniciou-se um importante fluxo migratório que deu origem à comunidade dos “portugueses de Xangai”. Herdeiros do passado migratório que esteve na origem da comunidade macaense ao longo de muitas décadas, os “portugueses de Xangai” acompanharam, dia a dia, o processo de formação, desenvolvimento e extinção das concessões estrangeiras, revelando estratégias que favoreceram a sua integração na sociedade que os acolheu sem, todavia, perderem os seus laços com Macau, o seu território de origem. - texto retirado da  tese.