MEDIR ESTRELAS - António Estácio dos Reis


Reis, António Estácio dos; 
Ingham, Peter (trad.) 
- MEDIR ESTRELAS 
= MEASURING STARS
Colecção Descobrir nº 9, 
Lisboa: Clube do Coleccionador dos Correios, 1997.
151, [17] p. : il. ; 25 cm
Ed. bilingue em português e inglês
Encadernação editorial em tela; exemplar numerado e autenticado pelo editor, tendo este o nº 7220; anterrosto com alguns suaves pontos de acidez;  conserva os respectivos selos; miolo limpo.
Bom exemplar.
Livro de referência.
1ª edição
€25.00
Iva e portes incluídos.

Assuntos: Náutica | Instrumentos de navegação | Astronomia

Adeus a Estácio dos Reis
Os seus amigos sentem orgulho de terem privado com um homem de excepção. Todos destacam, em primeiro lugar, as suas qualidades humanas, a sua disponibilidade, o seu otimismo e o seu gosto pelo diálogo
Eu possuía preciosamente um amigo, a quem a história da ciência e das navegações muito deve. Não era só eu. Éramos muitos os que o conhecíamos, estimávamos e admirávamos. Despedimo-nos dele este domingo, após uma curta cerimónia. Tinha 94 anos. Chamava-se António Estácio dos Reis.
A capela da Marinha, na Ribeira das Naus, em Lisboa, foi pequena para conter os seus poucos familiares, os seus camaradas e os seus muitos amigos. Pouco se disse, pouco se podia dizer. Mas todos sabíamos o muito que haveria a contar.
Depois da geração de Joaquim de Carvalho, Fontoura da Costa, Teixeira da Mota, Luciano Pereira da Silva e Luís de Albuquerque, que revisitaram as fontes e deram a conhecer o papel que a ciência teve nos Descobrimentos, dir-se-ia que tinha ficado uma lacuna na historiografia. Hoje há uma nova geração e um renovado interesse pela história da cartografia e da navegação astronómica. Entre uma geração e outra, destaca-se o nome do comandante Estácio dos Reis.
Depois de uma distinta e ativa carreira na Marinha Portuguesa, tornou-se adido de Defesa em Paris, onde conviveu com o diretor do Museu Naval francês e desenvolveu um especial interesse pelos instrumentos de navegação antigos. De volta a Portugal, trabalhou na Biblioteca e no Museu de Marinha, onde anos de esforços o levaram a construir uma coleção de astrolábios náuticos que se tornou a maior do mundo. Escreveu. Escreveu muito. Explicou a importância dos astrolábios para as Descobertas. Atraiu investigadores para o estudo dos instrumentos científicos antigos. Publicou muitos estudos, monografias e livros. O seu “Medir Estrelas” (CTT, 1997), em edição bilingue, tornou-se um clássico.

Sobre o Comandante António Estácio dos Reis aconselho a leitura de:  
"HOMENAGEM AO CAPITÃO-DE-MAR-E-GUERRA ANTÓNIO LUCIANO ESTÁCIO DOS REIS
À PROCURA DA ARCA PERDIDAO COMANDANTE ANTÓNIO LUCIANO ESTÁCIO DOS REIS-1923-2018" - por Carlos Manuel Baptista Valentim (Academia de Marinha Memórias 2018 Volume XLVIII)