Ludendorff, Erich Friedrich Wilhelm;
Abrantes, Oliveira (pref.);
Salgueiro, Eduardo (pref.)
- A GUERRA TOTAL,
Lisboa: Inquérito, 1937.
268 p., [4] f. ; 19 cm - Brochado.
Pequenas manchas nas capas de brochura; miolo limpo e com quase todos os cadernos por abrir.
“Longe de mim a ideia de escrever uma teoria da guerra. Eu sou, como o tenho dito tantas vezes, hostil a todas as teorias. A guerra é realidade – realidade das mais graves na vida dum povo. É isto o que desejo aqui demonstrar, sem para isso “levar mochos a Atenas”, quero dizer, sem procurar insistir em generalidades comummente adquiridas; pelo contrário, dirigir-me-ei ao povo, a cada um de entre o povo, e tratarei em pormenor diferentes matérias que necessariamente lhe escapam. O povo deve aprender a conhecer a própria essência da sua luta pela vida. Não serão indigestas obras científicas sobre a guerra que o esclarecerão, mas sim exposições tão acessíveis como breves. O que vou expor é a mais autêntica experiência pessoal da guerra, e não um comentário oficial, como se poderá supor no estrangeiro.” (excerto do Cap. I, Carácter da Guerra Total)
Bom exemplar.
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Erich Friedrich Wilhelm Ludendorff (Kruszewnia, 9 de Abril de 1865 — Munique, 20 de Dezembro de 1937) foi um general do exército imperial alemão, que ganhou destaque por sua liderança durante a Primeira Guerra Mundial. Foi elevado a proeminência após as vitórias nas batalhas de Liège e Tannenberg. A partir de 1916, foi apontado chefe (Erster Generalquartiermeister) do Estado-Maior alemão, junto com Paul von Hindenburg, fazendo deles os de facto ditadores da Alemanha durante a segunda metade da Primeira Grande Guerra. O fracasso da Ofensiva de Primavera, em 1918, concebida por ele para tentar salvar a guerra para o seu país, acabou levando-o a desgraça aos olhos dos líderes políticos e militares alemães. Quando os Aliados lançaram um grande contra-ataque, o colapso das forças alemãs na Frente Ocidental forçou Ludendorff a renunciar sua posição como líder do exército, em outubro de 1918. No mês seguinte, a Alemanha se rende.
Após a guerra, Ludendorff se tornou um proeminente líder nacionalista e defensor da "lenda da punhalada pelas costas", colocando a culpa da derrota alemã na Primeira Guerra nos políticos pacifistas, nos marxistas, nos bolcheviques e nos judeus, que traíram o exército alemão e teriam firmado o Tratado de Versalhes, que humilhou o país. Ele tomou parte de duas tentativas de golpe de estado, o Kapp-Putsch com Wolfgang Kapp em 1920, e o Putsch da Cervejaria de Adolf Hitler em 1923. Em 1925, concorreu para o cargo de Presidente da Alemanha contra o seu antigo colega e superior, o marechal Paul von Hindenburg, mas não conseguiu se eleger, fracassando por uma enorme margem de votos.
De 1924 a 1928, ele representou o Partido Alemão Völkisch da Liberdade (DVFP), de extrema-direita, no Reichstag. Ainda obcecado com a sua linha de pensamento militarista que desenvolveu durante a Primeira Guerra, Ludendorff escreveu um livro, Der totale Krieg ("A Guerra Total"), em 1935. No seu trabalho, defendeu que as forças físicas e morais da nação deveriam ser mobilizadas, porque a paz era apenas "um intervalo" entre guerras. No começo da década de 1930, ele e Hitler já não mais eram amigos e Ludendorff teria supostamente dito que o líder nazista "não tinha condições de governar" o país. Erich Ludendorff morreu de cancro do fígado, em 1937.
JUVMIG