POEMAS - Stéphane Mallarmé


Mallarmé, Stéphane; 
Seabra, José Augusto (trad.) 
- POEMAS
Colecção Documenta Poética nº 88, 
Lisboa: Assírio & Alvim, 2005.
191, [1] p. : il. ; 21 cm - Brochado.
SINOPSE
Sendo constituído por poemas que vão desde as primícias do autor até ao ano da sua morte, dados a lume em diferentes revistas ou publicações de circunstância, sem deixarem de aparecer como fruto de uma exigência de perfeição permanente, o «corpus» textual das «Poésies» é bem representativo da evolução de um poeta que operou uma translação complexa no interior de uma linguagem em crise — ou em «interregno», como ele dizia —, nela coexistindo portanto uma revolutio com uma traditio. (José Augusto Seabra)
CRÍTICAS DE IMPRENSA
"À sua poesia não se reage sem espanto. A complexidade sintáctica da construção dos versos, a riqueza e erudição do vocabulário, e a depuração estética dos poemas adensam os seus sentidos. Mallarmé pensa e trabalha a palavra como matéria intelectual, sustentada por uma ideia de devir para o silêncio. Receber uma edição fiel e cuidada em português, faz juz à importância deste autor para a criação poética do modernismo, e da contemporaneidade, bem como para uma tradição do pensamento sobre poesia." - Andreia Brites, Janeiro de 2006
"Mallarmé é a pedra de toque de uma revolução ímpar na poesia e na arte poética, francesas e não só. Revolução e tradição. Poeta e figura fascinantes, sem dúvida obscuro, por isso frequentado pelos maiores que não cessaram de o interpretar: de Blanchot a Derrida, passando por Sartre, e de o segui, poetas como Verlaine e outros mais jovens (Valéry, Gide Claudel...). Esta edição é bilingue, prefaciada e anotada como todas deveriam ser; ousa-se 'abusivamente' imaginar que Mallarmé gostaria de se ouvir e português nela." - Maria Conceição Caleiro, Público, Mil Folhas
SUSPIRO
Minha alma demanda, ó irmã tão serena,
Tua fronte onde sonha um outono sardento,
E o errante céu do teu olhar angélico,
Tal como a suspirar, num jardim melancólico,
Fiel, um jacto branco sobe para o Azul!
— Para o Azul de Outubro pálido, terno e puro,
Nos lagos a mirar o langor infinito:
E deixa à flor da água onde a fulva agonia
Das folhas voga ao vento abrindo um frio sulco
O sol quente a arrastar seu longo raio ruivo.
(p. 65)
Exemplar novo.
1ª edição
€16.00
Iva e portes incluídos.

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