Baptista, José Agostinho
– FILHO PRÓDIGO,
Colecção Poesia Inédita Portuguesa nº 113,
Lisboa: Assírio & Alvim, 2008.
111, [1] p. ; 21 cm - Brochado.
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«A ilha da Madeira, presente em muitos dos seus livros (enquanto paradoxo, fantasma ou ausência) emerge aqui como o problemático "locus" em que o sujeito poético revê o fio dos seus dias e se questiona. [...] Ao redescobrir os espaços originais da sua vida, JAB procura recuperar um sentido que a passagem por outros meridianos destruiu. Diante das forças elementares da natureza, procurando até fundir-se com elas, "o poema surge para,/ em sobressalto,/ retomar o destino de uma solidão primitiva", através da mão que escreve "misteriosamente comovida" e sustenta os alicerces de uma mitologia pessoal.» - José Mário Silva, Expresso
EXCERTOS
MENSAGEM
Levo-te pela mão, meu filho triste,
E assim havemos de abrir um sulco perfeito,
No coração desta terra.
No teu coração,
Há uma ferida sem fim,
Eu sei,
E sei que encontrarás nos desertos do mundo.
Nas cidades do mundo,
Os sinais da tua mágoa.
Agora, onde estou, é sempre tarde.
Vejo-te a entrar na grande noite dos teus mares,
E ascendo,
Com a minha saudade,
Uma luz intensa sobre os recifes.
Não penses que neste alto alpendre não velo o
Teu sono,
Enquanto espero por ti.
Exemplar novo.
1ª edição
€13.00
Iva e portes íncluidos.
MMSARD