Mendonça, José Tolentino
- ESTAÇÃO CENTRAL,
Colecção Poesia Inédita Portuguesa nº 131,
Lisboa: Assírio & Alvim, 2012.
63 p. ; 21 cm - Brochado.
SINOPSE
Reconhecido unanimemente como um dos grandes poetas portugueses da atualidade, José Tolentino Mendonça regressa aos seus leitores com Estação Central, onde um dos poemas que o integram tem a seguinte epígrafe de Dietrich Bonhoeffer: «Deus é impotente e fraco no mundo, e somente assim está connosco e nos ajuda».
Compreende-se por isso que «[-] Deus sendo puro deixa-se consumir / com a paixão insultuosa / dos devassos». Esta ambivalência entre a solidão da humanidade e o maravilhoso mistério que a acompanha perpassa as páginas deste livro.
CREDO
atribuído a Yossel Rakover
Creio no sol, mesmo quando não o vejo
Creio no amor, mesmo quando não o abraço
Creio em Deus, mesmo quando Deus se cala
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Nova Iorque convém à poesia de José Tolentino Mendonça. Tendo vivido na cidade durante o último ano, Tolentino encontra nessa paisagem múltiplos lugares onde o sagrado e profano se cruzam, se tocam, se interrogam. Esta é a mais paradoxal das colectâneas do poeta, porque a questão central da “santidade” aparece muito associada ao “lodo”. A geografia nova-iorquina invade os poemas, Greenwich Village, os parques, o rio Hudson, ou o Chelsea Hotel, convocado como “a última morada de Deus” (“última” talvez no sentido de “mais improvável”).
Toda a estratégia desta poesia consiste em apresentar a “terra desolada” como terra prometida, a “noche oscura” como luz do mundo. […] os poemas assemelham-se por vezes a salmos ou hinos, mas com referências contemporâneas, ao cinema de Panahi e às canções de Bonnie “Prince” Billy. Existem em estado de contradição, e tanto defendem que a sabedoria consiste em “nada omitir”, como se baseiam em omissões e elisões.» - Pedro Mexia, Expresso
Excelente exemplar.
1ª edição
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