Saraiva, José António
- SALAZAR E A SUA ÉPOCA,
vol. 1 Da infância em Santa Comba à ida para Lisboa,
vol. 2 Do Terreiro do Paço a S. Bento,
Lisboa: Gradiva, 2022.
362 p., [16] p. il. + 386 p., [16] p. il.; il.; 23 cm - Brochados.
SINOPSE 1
Duarte Pacheco mete-se no Coimbra no dia 22 de Abril. Procura Salazar e encontra-o na missa, na igreja do Colégio Rápido da manhã para Novo. À saída interpela-o e falam. Pacheco expõe-lhe os argumentos que impõem a sua aceitação da pasta das Finanças. Mas Salazar resiste. Se a missão o atrai, tudo o que isso implica lhe mete medo: o adeus a Coimbra, a mudança para Lisboa, a turbulência política na capital, o facto de o poder estar entregue à tropa.
Para aceitar, impõe condições draconianas: controlo total sobre todas as despesas. Mesmo assim, reserva a sua posição para o dia seguinte. Informado por Duarte Pacheco sobre as condições exigidas por Salazar, o Presidente Carmona reúne de imediato o Conselho de Ministros para analisar a questão. E o resultado será concludente: - Sim senhor, plenos poderes, totais, absolutos, direito de veto, o que quiser, contanto que venha! É resignado e com espírito de missão, como quem foi mobilizado para a tropa, que Salazar desembarca no Rossio no dia 25 de Abril de 1928.
SINOPSE 2
Salazar demite-se e Carmona entra em pânico. Logo no dia seguinte, vai de manhã ao hospital onde Salazar se encontra internado e tem uma longa conversa a sós com ele. À saída leva a promessa de que este continuará no seu posto se o chefe do Governo sair. Tendo de optar entre o ministro das Finanças e o militar que chefia o Ministério, o Presidente da República escolhe manter o primeiro e dispensar o segundo.
Este é o momento decisivo da Revolução Nacional. Na prática, Carmona dizia: Salazar é inamovível. Haja o que houver, não o podemos dispensar. Mesmo que esteja em causa um militar prestigiado ou um Governo inteiro, o ministro das Finanças tem de ficar. E isso dá a Salazar daqui para a frente um enorme poder.
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