BILHETES DE COLARES: 1982-1998: in memoriam por José Cutileiro - A. B. Kotter

Kotter, A. B. (pseud.); 
Venâncio, Fernando (ed. lit.); 
Lampreia, António (revisor); 
Fonseca, J. (trad.) 
- BILHETES DE COLARES: 1982-1998: 
in memoriam por José Cutileiro
Col. Peninsulares nº 85, 
Lisboa: Assírio & Alvim, 2007.
351, [1] p. ; 22 cm - Brochado.
Sem quebras na lombada; alguns e ténues pontos de acidez na primeira página da guarda; miolo muito limpo.
SINOPSE
Numa das quatro crónicas que, em começos de 1997, e assinando José Cutileiro, escreveu para O Independente, lemos: «Vivo no estrangeiro. […] Na minha cabeça, Portugal tende a ser uma recordação fixa, como quem, viajando num túnel, imaginasse a paisagem exterior a partir da sua memória dela. Falta-me o embate constante como o que se passe e com o que os outros forem achando daquilo que se passe».
Haveria, pois, aqui e ali, sobreposições do cronista Kotter com o antropólogo Cutileiro. Poderão ter sido os dois a afirmarem, num bilhete: «Há muito tempo que não faço excursões pela província.» E noutro: «Já não tenho idade nem saúde para calcorrear Portugal de lés a lés e, pelo que me dizem, talvez não o reconhecesse.» Parece admissível que os «Bilhetes» tenham cessado no quadro de uma remodelação no último semanário onde saíam. Mas eles já haviam sobrevivido a outras convulsões. Pode igualmente admitir-se que o cronista via, ao fim de 16 anos, satisfatoriamente consumada essa aventura que nunca cessara de espantar Freddy Kotter: a de uma intervenção regular, e visível, em prestigiados pódios de opinião. Sem a ilusão de influir, decerto, mas com não menos disposição de afrontar.
Podemos ir mais longe, e supor que os «Bilhetes» serviram a divulgação — sob a adorável cifra de uma autoria estrangeira — de convicções e alvitres que o diplomata tinha de reservar aos gabinetes, quem sabe sob que mais elaborados códigos ainda. Álibi sofisticado, à falta de ser perfeito, os Bilhetes de Colares tiravam forças desta recusa de um mundo de palavras medidas que era, dia e noite, o de José Cutileiro.

CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Sem os "Bilhetes de Colares" sabíamos todos muito menos sobre este país que tão generosamente nos acolhe no seu seio. E seríamos ainda mais sisudos do que já somos.» - Pedro Mexia, Público
Muito bom exemplar..
1ª edição.
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Iva e portes incluídos.
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