FRANCISCO DE PAULA MEDINA E VASCONCELOS: a vida tormentosa de um poeta mação - Maria de Lurdes Caldas
Caldas, Maria de Lurdes
– FRANCISCO DE PAULA MEDINA E VASCONCELOS:
a vida tormentosa de um poeta mação,
Funchal: Direção Regional da Cultura, 2021.
232 p. : il. ; 24 cm - Br.
Bibliografia p. 222 - 231
Exemplar novo.
1ª edição
€15.00
Iva e portes incluídos.
Assunto: Vasconcelos, Francisco de Paula Medina e Poeta, 1768-1824 -- [Biografias]
Francisco de Paula Medina e Vasconcelos, nasceu na freguesia da Sé do Funchal, a 20 de novembro de 1768, filho de Teodoro Félix de Medina Vasconcelos e de D. Ana Joaquina Rosa de Vasconcelos. Segundo o próprio, tinha 20 anos quando se matriculou na Universidade de Coimbra, mas lamentando-se por uma vida de amarguradas atribulações, tanto na Madeira como no Continente do Reino, que teve um triste epílogo com o seu desterro para Cabo Verde. Assim, em consequência das suas atividades políticas foi preso em Coimbra, em 1790 e depois expulso da Universidade, tendo de sair, para sempre, daquela cidade, embora depois, no Funchal, em 1792, fosse tabelião de notas. No período decorrido de 1792 a 1823, fez algumas visitas a Portugal Continental, talvez também ao estrangeiro, tendo uma vez estado ausente da Madeira cerca de 6 anos. Seria, por certo, durante essas mais ou menos prolongadas demoras no Continente do Reino que publicou alguns dos seus volumes de versos, que saíram a lume em Lisboa, como Poesias Lyricas de Medina, 1797; Sextinas Elegiacas ao sempre memoravel estrago na calamitosa aluvião do dia 9 de Outubro de 1803, Lisboa 1805; Zargueida, Descobrimento da Madeira, Lisboa, 1806 e Georgeida, dedicada ao comerciante Robert Page, Londres, 1819. Inocencio, no Diccionario Bibliographico Portuguez faz ainda menção às Poesias lyricas, Lisboa, 1793; Noute triste a que deu logar a morte da Ex.ma Srª. D. Carlota Margarida. Lisboa, 1792; Noites tristes de Fileno na ausencia de Marilia, Lisboa, 1805; e Elegia á deploravel morte do grande e incomparável Manuel Maria Barbosa du Bocage, Lisboa, 1806. Envolvido na devassa de 1823, foi acusado na sentença de 24 de outubro desse ano, de filiado na maçonaria e de proferir em público gravíssimas injurias ofensivas ao trono e as reais pessoas de suas majestades. Deportado por 8 anos para Angola, chegando a Cabo Verde e reconhecidos os seus préstimos como quadro administrativo, acabou ali retido, mas faleceria a 16 de julho de 1824, aos 56 anos de idade. Pub. in Antologia Literária. Madeira, Sécs. XVII e XVIII, Isabel Stefhan, Ângela Borges e Rui Carita, SRE, Funchal, 1987, p. 229.

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