MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS; QUINCAS BORBA - Machado Assis

Assis, Machado de; 
Sequeira, Frederico (revisor) 
- MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS; 
QUINCAS BORBA
Col. Clássicos, 
Lisboa: Relógio d'Água, 2008.
403, [7] p. : il. ; 24 cm - Brochado.
Bibliografia, p. 399-403
SINOPSE
Memórias Póstumas de Brás Cubas e o Quincas Borba são dois dos principais romances de Machado de Assis unidos por um personagem comum ¿ os outros são D. Casmurro, o Isaú e Jacó.
Nesta fase, a prosa de Machado de Assis (1839-1908) distingue-se pela ironia, o modo como interpela os leitores e por evitar o realismo «implacável e lógico» que ele criticou em O Crime do Padre Amaro, de Eça de Queirós.
Ao cepticismo distanciado de Memórias Póstumas de Brás Cubas segue-se, seis anos depois, em Quincas Borba a credulidade romântica de Rubião, humilde professor tornado rico por herança de filósofo e perdido no Rio de Janeiro e na Corte em busca de emoções. Rubião é fascinado por Sofia e enganado pelo marido desta, Cristiano Palha, que transforma a mulher em instrumento da sua ascensão burguesa. Mas Sofia não tem a audácia de uma Bovary, nem sequer a desenvoltura da Luísa de «O Primo Basílio» e Rubião naufraga nas esperanças perdidas. Se Memórias Póstumas de Brás Cubas deixa um rasto de lúcida diversão que evita a tragédia, Quincas Borba mergulha na irreversível loucura do seu personagem. Rubião parece destinado a ilustrar a teoria do filósofo Quincas Borba, resumida na frase ao vencedor, as batatas. Neste romance cuja acção decorre entre 1867 e 1870 são visíveis os reflexos dos acontecimentos da época, desde a guerra do Brasil com o Paraguai ao esplendor e queda de Napoleão III, com quem Rubião se identificaria.
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Um escritor cuja comicidade estruturante o torna irresistível para quem se interesse pelas coisa (universais) da literatura.» - Ana Cristina Leonardo, Expresso
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