AS LÁGRIMAS DA GIRAFA - Alexander McCall Smith

McCall Smith, Alexander; 
Madureira, Manuela (trad.) 
- AS LÁGRIMAS DA GIRAFA, 
Col. Grandes Narrativas nº 260, 
Queluz de Baixo: Editorial Presença, 2004.
191, [4] p. ; 23 cm - Br.
SINOPSE
Num pequeno e exótico país do continente africano, vive uma mulher excepcional, Mma Ramotswe, a primeira mulher detective do Botsuana. A sua agência situa-se na orla do Grande Calaári e quem por ali passa pode, muitas vezes, observar Mma Ramotswe à sombra da majestosa acácia, segurando uma chávena de chá de rooibos e reflectindo sobre os intrincados casos que tem em mãos. O seu maior desejo é poder ajudar as pessoas, e as suas maiores armas são uma inteligência arguta, uma intuição rara e uma grande dose de bom senso. Quando esta receita se revela insuficiente, Mma Ramotswe não hesita em recorrer a métodos menos convencionais, mas sempre, claro está, em prol da felicidade dos seus clientes. Acima de tudo, esta extraordinária detective privada do Botsuana é uma mulher profundamente apaixonada pelo seu país e pelo seu povo, e McCall Smith, que partilha com ela esse eterno fascínio por África, sabe inspirar, em nós leitores, o desejo de respirar aquela mesma atmosfera de exotismo bucólico, de espontaneidade e beleza, e de chegar, através de uma sensibilidade e de um humor deliciosos, ao coração de um país e dos seus habitantes.
CRÍTICAS DE IMPRENSA
"Chá, simpatia, intuição feminina e bom senso vão ser as ferramentas principais de uma detective diferente. (...) À medida que seguimos esta detective, negra, quarentona, de anca larga, roupa garrida e optimista perante a vida apesar de um casamento fracassado, percebemos que estamos num canto do mundo diferente, onde se respira felicidade e harmonia, misturadas com o cheiro forte a terra vermelha. Em África, juntam-se já o sabíamos, o inferno e o paraíso. Alexander McCall Smith explora esta segunda metade, divertindo-nos com as aventuras de Mma Ramotswe. (...) Podemos dizer sem exageros que chega ao fim qualquer Inverno que fosse do nosso descontentamento. Estes são livros que nos reconciliam com a vida. Os cadáveres, percebe-se rapidamente, são acidentais. Quando os há, estão embrulhados em humor e fina ironia. O sangue jorrado não chega para encher uma seringa. O essencial está na capacidade que esta mulher que é do povo tem de entender o seu próprio povo. E como a sociedade é aparentemente primitiva dá-se o paradoxo de a ética, um diamante bruto que as sociedades ricas não sabem lapidar, estar aqui puríssima em cada decisão tomada por Mma Ramotswe. É por isso que muito é resolvido em família e a polícia quase nunca é chamada. Actuar com justiça é quase um imperativo divino que se impõe à consciência, entrando por isso no domínio de um direito quase natural." - Rui Lagartinho, Mil Folhas (Público), 05 de Março de 2005
Exemplar novo.
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