O ÂNGULO RASO - Fernnada Botelho

Botelho, Fernanda 
- O ÂNGULO RASO
Col. Obras de Fernanda Botelho nº 3, 
Lisboa: Contexto, 1986.
309, [1] p. ; 19 cm - Brochado.
SINOPSE
«Fernanda Botelho tem trinta e um anos à data da primeira publicação de O Ângulo Raso, e neste romance já estão as linhas que a sua obra sempre perseguirá. Voltemos ainda ao motivo da geometria, lembrando o poema de abertura de As Coordenadas Líricas, de 1951: (…) A geométrica forma de meus passos procura um mar redondo. Levo comigo, dentro dos meus braços, oculto, todo o mundo. Sozinha já não vou. Apenas fujo às negras emboscadas. Em cada esfera desenho o meu refúgio - as minhas coordenadas. O percurso vital é representado no poema nos termos que descrevem o sistema horizontal de coordenadas geométricas do hemisfério superior - o vértice de que partem as linhas, ao desenhar um semicírculo, sãs as dos cento e oitenta graus do ângulo raso. Neste romance, Fernanda Botelho ilustra essa dupla dimensão: o observador pode mudar de nome mas ocupa sempre a posição central por efeito do trabalho sem mácula sobre a voz narrativa. O arco desenhado figura o movimento mental e a trama da história. Tudo parece regular na forma geométrica, mas não pode descartar-se que o mar redondo continua a ser buscado pelos passos do sujeito errante, vendo-se ao espelho da memória que se abate sobre o presente. Longe de simbolizar a paz, o ângulo raso não cessa de inquietar.» - Paula Morão, no Prefácio (da edição de 2021)
Muito bom exemplar.
3ª edição
€12.00
Iva e portes incluídos.

MMSARD