Kristof, Agota;
Araújo, Alice (revisor);
Madre Deus, Diogo (trad.)
- ONTEM,
Lisboa: Cavalo de Ferro, 2003.
89, [6] p. ; 21 cm - Br.
SINOPSE
A forma de escrita minuciosa, depurada e ao mesmo tempo profunda e imagética de Kristof faz recordar o estilo de M. Duras. As suas frases parecem conter o exacto número de palavras; não se poderia riscar ou acrescentar uma virgula sem desequilibrar todo conjunto. As suas personagens evoluem em espaços e tempos não identificados, apenas sobressaindo a enorme violência da sua vida. "Ontem" (Hier) é talvez o mais poético dos seus romances.
Desde que Sandor Lester fugiu do seu país natal para se tornar escritor que sonha com o regresso de Line, personagem da sua infância e amor idealizado, talvez mesmo imaginário...
"Ela diz:
Também eu, tenho vontade de escrever. Quando regressar ao país e Violette for para a escola, escreverei.
Que escreverás tu?
Não sei. Talvez a história de um grande amor impossível.
Porque é que esse amor seria impossível?
Line ri:
Não sei. Ainda não comecei.
O teu livro será falso.
Tu não o podes saber.
Sim, sei-o. Visto que não conheces tudo. Tu nunca poderás escrever a nossa história.
Porque nós temos uma história?"
Com simplicidade e precisão, Agota Kristof reflecte sobre a passagem do tempo e a realidade do mundo contemporâneo e renova o seu interesse pelo tema da identidade.
CRÍTICAS DE IMPRENSA
"Se o tal humor negro, a tal poesia em estado bruto não escorressem da tinta que se faz a escrita de Agota Kristof, não lhe perdoaríamos." - Rui Lagartinho, in DNA / Diário de Noticías
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