PERIGOS: Portugal na Europa e no Mundo - João de Andrade Corvo; pref. Adriano Moreira

Corvo, João de Andrade; 
Moreira, Adriano (pref.) 
- PERIGOS: Portugal na Europa e no Mundo, 
Col. Pensar Portugal nº 3, 
Porto: Fronteira do Caos, 2005.
223, [6] p. ; 21 cm - Brochado.
SINOPSE
Com prefácio de Adriano Moreira
O que pensar de um autor que em 1870 antecipa muitos dos acontecimentos que marcaram o século XX e algumas das mais estimulantes propostas que hoje enquadram o debate acerca da reconfiguração do sistema político internacional? Um autor que reflecte sobre o papel de Portugal na Europa e no mundo, afirmando: Quando são tantos e tão grandes os perigos, olhemos também nós, portugueses, pelos nossos interesses. Proclamemos também os nossos direitos e mostremos ter a consciência dos nossos deveres e a força de os cumprir.
João de Andrade Corvo, por muitos considerado o pai da moderna diplomacia portuguesa, revela nesta obra uma capacidade invulgar para analisar os principais desafios político-estratégicos a que deveremos saber dar resposta no plano das relações internacionais.
A sua descrição dos factos é rigorosa e empolgante. A interpretação que deles faz está repleta de valiosos ensinamentos para o futuro. O estilo é fascinante.
EXCERTOS
"É grave a situação de Portugal. Confusão e incoerência nos princípios; grande desordem nas finanças; enfraquecimento deplorável da autoridade; falta de confiança na vitalidade do país, e nas suas faculdades políticas e económicas; um desalento injustificável, atrás do qual se esconde um perigoso indiferentismo… Esta é uma dolorosa verdade: mas é verdade também que o mal, ainda que grande, não é sem remédio."
"A ideia de unir Portugal e Espanha, a ideia de constituir uma Ibéria, todos os homens públicos, todos os partidos no reino vizinho a têm e a manifestam. Não há para que ocultá-lo. Esta preocupação existe, com mais ou menos intensidade, no espírito de todos os espanhóis."
"Para a guerra e para a paz é indispensável hoje ter exército. Com um exército bem organizado poderemos melhor contrair alianças, já para manter a nossa neutralidade, já para defender com as nações afins a liberdade e a civilização."
"Nas relações internacionais deu-se o primeiro lugar ao arbítrio e à força, mal encobertos por princípios indefinidos, aplicados sem escrúpulo. Poderão as coisas continuar assim?"
"Como ter confiança no futuro, em vista destas grandes lições da história? A força, dominando o mundo, não pode senão arrastá-lo a sucessivos e dolorosos cataclismos. Levantam-se os impérios, para caírem depois. Vacila tudo, tudo é efémero. Só as angústias das nações não têm um termo."
"É tempo de que sentimentos elevados e generosos dirijam a política internacional. É tempo de fazerem, o direito e a razão, ouvir a sua voz. É tempo de impedir que a força e a ambição dominem o mundo."
Exemplar novo.
1ª edição
€11.00
Iva e portes incluídos.
MMSARD


ASSUNTOS: Política internacional -- Séc. 19 -- [Ensaios]
Portugal -- Política externa -- Séc. 19 -- [Ensaios]