Chance, Megan;
Amorim, Rosa (trad.)
- ESPÍRITA,
Lisboa: Bertand Editora 2008.
444, [4] p. ; 24 cm - Br.
SINOPSE
Numa manhã fria de janeiro de 1856, a bruma que subia do rio Tamisa parecia congelar os segredos da alta sociedade londrina. Evelyn Atherton encarava o corpo inerte do marido, Thomas, estendido sobre o divã da biblioteca. A rigidez do seu rosto não refletia a paz do sono, mas sim o terror abrupto da véspera
Na noite anterior, Thomas participara numa reunião da exclusiva e hermética Sociedade do Sino de Prata, um círculo restrito de industriais e políticos que moldavam os bastidores do Império Britânico. Ele saíra de casa ansioso, carregando uma pasta de couro preta que, agora, desaparecera misteriosamente.O médico da família, pressionado pelo peso do nome Atherton, apressou-se a declarar uma paragem cardíaca fulminante. Contudo, Evelyn conhecia o marido; a sua saúde era impecável e os seus olhos, mesmo sem vida, pareciam gritar uma verdade sufocada. Ao aproximar-se do corpo, ela notou um detalhe que o médico ignorara: a ponta dos dedos de Thomas exibia uma subtil coloração azulada, e um odor quase impercetível a amêndoas amargas pairava nas suas vestes.Determinada a não deixar que a morte do marido fosse sepultada sob o manto das aparências vitorianas, Evelyn decide investigar por conta própria. As suas únicas pistas são um convite lacrado com cera cinzenta e um relógio de bolso que parara misteriosamente às três badaladas da madrugada.Mal sabe ela que, ao tentar rasgar o véu de mentiras que envolve a Sociedade, descobrirá que a vida que partilhou com Thomas era, em si mesma, a maior das ilusões.
Exemplar novo.
1ª edição
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