O NOME DO POETA - Isabel Cristina Pires

Pires, Isabel Cristina 
- O NOME DO POETA
Col. O Campo da Palavra, 
Lisboa  Caminho, 2003.
177 p. ; 21 cm - Br.
SINOPSE
Como brota, adoece e morre esta aura mágica entre duas criaturas? Queremos a paixão para todo o sempre, intocada pela vida e pelos outros. Mas os amorosos são viajantes, são nómadas que não podem parar em lugar nenhum. Não há refúgio para eles, apenas podem construir todos os dias o amor que se desvanece — pelo mero facto de existir.
EXCERTOS
«À minha geração tinha-lhe calhado o lugar entre duas cadeiras, tudo tão mal apoiado que ninguém se segurava no casamento. Casámos com a convicção de que tínhamos tudo certo e garantido.[…] Amor eterno. Esclarecido. Calças à boca de sino e mini-saias, trunfas de cabelo e gola alta. E a convicção de uma enorme pureza, de uma enorme verdade nos cravos deste país, mas sobretudo de que continuaríamos apaixonados para sempre; aliás toda a literatura sobre o assunto era unânime na questão, John, Chauffeur Russo, por exemplo, A Gata Borralheira ou até, implicitamente, As Meninas Exemplares.»
«À minha geração tinha-lhe calhado o lugar entre duas cadeiras, tudo tão mal apoiado que ninguém se segurava no casamento. Casámos com a convicção de que tínhamos tudo certo e garantido.[…] Amor eterno. Esclarecido. Calças à boca de sino e mini-saias, trunfas de cabelo e gola alta. E a convicção de uma enorme pureza, de uma enorme verdade nos cravos deste país, mas sobretudo de que continuaríamos apaixonados para sempre; aliás toda a literatura sobre o assunto era unânime na questão, John, Chauffeur Russo, por exemplo, A Gata Borralheira ou até, implicitamente, As Meninas Exemplares.»
Exemplar novo.
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