Calisto, Luís
– NAS MARGENS DA MADEIRA:
vilões, barões e tubarões,
Funchal: Diário de Notícias, 2011.
329 p. ; 23 cm - Br.
SINOPSE
Nas Margens da Madeira: Vilões, Barões e Tubarões (2011) de Luís Calisto, uma reconstituição histórica bem documentada que encena, entre outros episódios, a guerra picrocolina que opôs uma elite da capital do arquipélago a duas figuras poderosas de Santa Cruz no último quartel do séc. XIX. Nesse confronto, o narrador vai, num registo vivo e guindado, perpassado de ironia, referir espaços da cidade (“a baixa funchalense” e “as freguesias funchalenses”), aludir a um título da imprensa (“órgão católico funchalense”) e indicar grupos ou figuras sociais (“as donzelas funchalenses” e “a ‘súcia funchalense’”). Do lado oposto, está “a comarca santa-cruzense”, liderada por “cidadãos santa-cruzenses”; o texto narrativo menciona ainda a “vida santa-cruzense” e até a “mentalidade santa-cruzense”. Deste modo, os adjetivos “funchalense” ou “santa-cruzense”, patentes nas locuções respigadas, não devem ser compreendidos apenas em seu aspeto gentílico, mas também como um genitivo que expressa territórios e poderes políticos antagónicos na Madeira. No entanto, quando o narrador dá a palavra a uma personagem, esta dirá, naturalmente, “os caniceiros”, ao referir-se aos habitantes da freguesia (então rural) do Caniço.
Exemplar novo.
1ª edição
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